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Entendendo a mente de quem tem um transtorno alimentar

  • Foto do escritor: CETA
    CETA
  • 10 de mai. de 2023
  • 2 min de leitura

No caso de quem tem uma Anorexia Nervosa ou Bulimia Nervosa, esse bicho papão não se chama Coronavírus (COVID-19), mas sim GORDURA. O pensamento sobre comida e medo de engordar é tão frequente e intenso, que quase não resta espaço para mais nada. Fica difícil concentrar-se em qualquer outro pensamento ou atividade.

O interesse por outras coisas vai diminuindo, afinal o “bicho papão” é tão grande, e ocupa tanto espaço, que nada mais faz sentido. É um ciclo vicioso: O pensamento alimenta o medo, que faz com que a pessoa mude seus hábitos alimentares e de vida, o que alimenta o pensamento, e assim por diante. E quanto mais se pensa, maior se torna o bicho papão.

O medo de engordar se torna tão intenso que faz com que o individuo tenha a certeza de que isso ocorrerá e, desta forma, queira evitar alimentos e/ou compensar, utilizando métodos purgativos. Esse processo dá origem ao que chamamos de Distorção Cognitiva. O indivíduo percebe e vive uma “falsa” realidade, que não condiz com a percebida pelas outras pessoas. Por exemplo: Sente que está tudo errado com seu corpo e, portanto, não pode e não deve comer.

Nos casos mais graves, essa distorção de pensamento pode ser tão intensa que pode dar origem a uma Distorção da Imagem Corporal. Neste caso, o individuo percebe seu corpo muito maior do que de fato é. Isso fica evidente quando vai comprar roupas e acaba escolhendo peças de um número muito maior, ou então quando tem medo de passar por espaços estreitos, pois acredita que não caiba.

De nada adianta, simplesmente, falar à pessoa que o que ela está sentindo não é real, e que está tudo bem com o corpo dela. É necessário um tratamento com profissionais especializados, que atuem para que essa distorção da realidade diminua e, aos poucos, o medo intenso também.

Entendeu como não é tão simples como “apenas comer”?

Dra. Bruna BoarettoMédica Psiquiatra | Idealizadora da CETA

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